quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Adentrando pelo Mediterrâneo...

Boa tarde queridos leitores!

Nesta tarde tranquila, sai mais um fragmento do livro De Mendigo a Milionário, escrito por Paulo Roberto de Souza no blog. Sem esquecer que o livro será adaptado para o cinema, ou seja, é para que fiquem com um gostinho do que será o filme. Não percam tempo, adquiram o exemplar de De Mendigo a Milionário antes que saia o filme!

"...Singrando pelo Mediterrâneo, passamos pela Ilha de Creta e pelo mar Egeu, na Grécia. Por fim, adentramos o canal de Bósforo. Chegamos a Esmirna às três horas da madrugada e a agência local da Petrobras reuniu todos os tripulantes no salão do comandante e comunicou que esteva prestes a estourar uma guerra civil no país. Estavam em estado de sítio e era para nós tomarmos muito cuidado ao sair de bordo, além de nunca sairmos sozinhos, pois corríamos o risco de sermos rapelados.
Partimos para a cidade de Istambul. Atracamos num terminal próximo ao canal de Bósforo. Tínhamos uma vista privilegiada da baía de Istambul. À noite, víamos as basílicas acesas, que haviam sido construídas há muitos séculos. Como era tarde de sexta-feira, resolvi sair sozinho para dar um rolê pela cidade. Só encontrava templos, basílicas, santuários e nada de achar um boteco. Até que, numa rua que parecia mais um labirinto, achei um pub. Só notei porque um turco me falou bem alto: “beer” e aí, sem sombra de dúvida, entrei e, para minha surpresa, era um inferninho onde os estudantes bebiam e usavam haxixe à vontade num narguilé. Custava um dólar por fumada, ou kiff. Eu, por curiosidade, paguei dois dólares por duas kiffadas e fiquei louco na primeira.
Fui ao caixa e comprei o ticket para o chope, que para minha surpresa era um litro cada copo. Os estudantes falavam alto e gesticulavam muito. Como não falo turco, fui para o cantinho beber e, quando estava na metade do chope, escutei um estrondo na porta e as luzes da taberna se apagaram. Em seguida, entrou a polícia com faroletes e os estudantes jogavam suas identidades estudantis para baixo do balcão e se dispersavam. No meio da confusão, fui abordado por uns cinco policiais e me colocaram uma lanterna na cara. Eu estava doidão mas , na hora fiquei de cara e lembrei do filme O Expresso da Meia Noite. Falaram um monte de coisas pra mim e depois me jogaram num caminhão velho já cheio de estudantes bêbados. Chegamos no quartel, descemos as escadas, todos com a mão na cabeça e em fila indiana e, conforme íamos passando para o caminho das celas, eles desciam a borracha nos estudantes que gritavam e imploravam para não apanharem.
Quando chegou a minha vez, os soldados começaram a brigar pelos meus pertences. Foi o meu relógio Baume & Mercier, cordão de ouro, anel, tênis, jaqueta. Levaram tudo o que lembrava o ocidente, até o boné que era da Levi’s. fiquei duas horas em cana. Fui liberado assim que a embaixada foi contatada. Fui para bordo com trajes árabes. Quando parti, os policiais ficaram dando risadas de mim, na frente de seus superiores.
Na Romênia, fomos para terra festar e demos de cara com caminhões e tanques de guerra nas ruas para cuidar da população faminta. A prostituição lá era proibida. As mulheres faziam ponto nas pardas de ônibus e, como elas não sabiam em inglês, tínhamos que fazer o gesto de fazer amor com mímica. O governo romeno incentivava os cassinos e os jogos de azar para, assim, tomar os parcos recursos da população faminta daquele país do leste europeu que vivia o legítimo comunismo, na sua mais pura essência..."

Lembrando que não termina por aí. Querem saber o que acontece quando Paulo sai da Romênia rumo a Rússia? Fiquem ligados no blog.

Uma ótima terça feira a todos.

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