E sai mais uma notícia sobre o livro de Paulo Roberto de
Souza na região. Desta vez o Jornal Boca de Balneário Camboriú publicou uma
matéria com revelações do próprio Paulo sobre o período em que se alcoolizava.
A repórter do jornal, Carla Superti conseguiu revelações do autor de De Mendigo
a Milionário que consta em seu livro, porém de uma forma mais sensitiva.
Paulo revela seu primeiro gole, aos nove anos, dia de seu
aniversário. Após ir a São Paulo morar com uma tia, aos 14 anos Paulo começa a
frequentar bares na metrópole e festas regadas a álcool. Paulo também nos
revela o que fazia para saciar seu vício aos 16 anos, quando entra para a Marinha.
“Quando acabava minha bebida, eu pegava o álcool de cozinha,
misturava com água ou suco de maracujá e bebia”, é o que diz o atual diretor do
Resgate Social de Balneário Camboriú. Foi assim que Paulo viajou por mais de 50
países do mundo, sem saber que estava alimentando uma doença terrível e sem
cura definitiva.
Foi após ter vivido a experiência de perder tudo para o álcool
e tornar-se morador de rua que Paulo, indicado por um policial em um dos bares
que frequentava, decidiu conhecer o Alcoólicos Anônimos, conhecido sob a sigla
AA. A partir disto, diferenciou a marginalidade da doença e tomou a iniciativa
de mudar a vida que levava.
Paulo vê em seu livro “De Mendigo a Milionário” uma forma de
mostrar às pessoas que é possível deixar o vício, e também de corrigir a ideia
de que haja cura para essa doença. E é com esse mesmo propósito que tenta levar
a ideia do livro para o filme. Conta que, junto a Santiago Ramos, diretor de
roteiro da Trotamundos Films, pretende mostrar o alcoolismo como uma doença.
Está sendo preparado um roteiro para uma produção
cinematográfica com 78 minutos, com adaptação possível de ser transmitida tanto
em cinema como em televisão. Enquanto o roteiro segue em construção, Paulo e os
produtores buscam recursos na Agência Nacional de Cinema e Ministério da
Cultura para a realização do filme.
O autor paranaense, atualmente morador de Balneário Camboriú,
ainda releva o desejo de, com o dinheiro arrecadado através do filme, ajudar
dependentes químicos e alcoólicos. “ Milionário eu já sou por ser dono da minha
liberdade. Gostaria de, com esse dinheiro que posso receber, fazer uma fundação
para ajudar alcoólatras e drogados. Quero dar de graça o que de graça eu recebi”.

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